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PREFÁCIO
  
                 Longos anos de estudo do Rosacrucianismo levaram-me à conclusão de que, para um não iniciado como eu, é praticamente impossível levantar a verdadeira e completa biografia do homem que adoptou o nome simbólico de Christian Rosenkreuz e criou a Ordem da Rosa Cruz, uma vez que muitos dos dados informativos constantes do principal documento sobre a sua vida, ou são pura simbologia, ou não se harmonizam com outros testemunhos dignos de crédito, chegando a contradizerem-se. O documento a que me refiro é a Fama Fraternitatis, título abreviado do primeiro dos três Manifestos Rosacruzes, publicado em 1614 em Cassel, Alemanha, sendo os outros o Confessio, dado à estampa na mesma cidade no ano seguinte, e as Núpcias Químicas, publicado em Estrasburgo em 1616 [1].
           É com este fardo de dificuldades, mas com a ajuda de alguns ocultistas ou místicos consagrados, nomeadamente Rudolf Steimer e Max Heindel, e o recurso a uma intuição metafísica que me tem sido útil, que me aventuro a propor – repito, propor - uma biografia desta enigmática personalidade.
 
O COLÉGIO DOS DOZE SÁBIOS
 
                 Segundo Rudolf Steiner [2], nos princípios da segunda metade do século XIII formou-se, algures na Europa, um grupo de doze altos iniciados que reuniam toda a sabedora do passado e a ciência do seu tempo, os quais ficaram conhecidos, em círculos muito restritos, como o Colégio dos Doze Sábios [3]. Sete sábios eram reencarnações de santos Rishis da antiga Índia e podiam reviver, intima e claramente, os sete raios da antiga sabedoria da Atlântida e integrá-los em um só; quatro sábios traziam consigo todos os conhecimentos ocultos que se obtiveram durante as primeiras quatro épocas arianas, a Indiana, a Persa, a Egípcia-Caldaica-Babilónica-Assírica e a Greco-Latina; o décimo segundo sábio era um intelectual que assimilou toda a ciência positiva do seu tempo.
            A missão destes Sábios era transmitir todos os seus conhecimentos, ocultos e científicos, a um décimo terceiro elemento, o qual, por seu turno, devia promover o lançamento de uma nova cultura intelectual baseada na razão e que iria caracterizar a época que se seguia. Esse décimo terceiro elemento era, não um sábio, mas um elevado Ego cujas sucessivas encarnações foram marcadas pela mais fervorosa piedade, devoção e humildade, que foi contemporâneo de Jesus e conheceu o Mistério do Gólgota. Este Ego viria a ser conhecido pelo nome simbólico de Christian Rosenkreuz.
           Desconhece-se quando, onde e em que família nasceu [4], mas sabe-se que mal veio ao mundo foi levado para o colégio de onde nunca mais saiu; a sua vida, aliás curta, foi passada totalmente isolada do mundo exterior e na companhia constante dos doze sábios que lhe iam transmitindo todos os seus conhecimentos, ocultos ou não, e influenciando-o espiritualmente, o que, por um lado, fortaleceu as suas capacidades espirituais, mas, por outro, enfraqueceu a sua constituição física, já de si muito débil, a tal ponto que deixou de se alimentar e entrou num estado de extrema fraqueza.
Produziu-se, então, um fenómeno único nos processos iniciáticos da Humanidade: o seu corpo físico tornou-se transparente, como se estivesse cheio de luz, e o Ego saiu dos corpos mais densos que caíram em profunda catalepsia durante alguns dias, o que, porém, não impediu que os doze sábios continuassem a transmitir, a intervalos regulares, a sua sabedoria. Quando o Ego regressou, os corpos mais densos foram como que dotados de uma alma nova e um espírito renovado, e recuperaram as forças físicas.
Christian Rosenkreuz referiu as experiências por que tinha passado nesse estado, uma das quais, relacionada com o Mistério do Gólgota, foi semelhante à de Paulo na estrada de Damasco (Ac 9, 3-18), o que possibilitou que as doze concepções religiosas do mundo se sintetizassem numa só, que foi depois legada aos doze sábios a fim de a levarem o mais longe possível; era o verdadeiro Cristianismo, bem diferente daquele que vinha sendo praticado sob a égide da Igreja de Roma.
Pouco depois, ou seja, em meados da segunda metade do século XIII, o jovem, com pouco mais de vinte anos, faleceu.
 
  OS GERMELSHAUSEN
 
                 Em 1378 [5] Christian Rosenkreuz voltou a encarnar.
Diz o senador belga Franz Wittmans em A New and Authentic History of the Rosicrucians (1919), que um conceituado antiquário da Batávia, chamado Roesgen von Floss, lhe tinha contado que Christian Rosenkreuz nasceu na Turíngia e foi o último descendente dos Von Roesgen Germelshausen [6], o que está de acordo com Maurice Magre (1877-1941) que em Magicians, Seers and Mystic diz que Christian Rosenkreuz foi o último descendente dessa velha família germânica que brilhou no século XIII e cujo castelo se situava na floresta da Turíngia, próximo da fronteira com o Hesse [7], ou, penso eu, onde fica hoje a cidade de Germershausen [8]. Nas proximidades havia um velho mosteiro onde alguns dos monges perfilhavam, em cauteloso sigilo, os ideais cátaros [9], um dos quais, um asceta cujo nome apenas se conhece pelas iniciais P.a.l., vivia no castelo e era preceptor do pequeno Christian, cuja inteligência o maravilhava.
            O passado desta família, porém, em nada abonava a sua estirpe aristocrata; eram cruéis, intratáveis, sempre em disputas com os vizinhos e não se coibiam de assaltar viajantes desprevenidos que atravessavam as frondosas florestas da região. Penso que os Germelshausen do século XIV fossem um pouco diferentes: eram cristãos, mas, segundo a opinião local, o seu Cristianismo estava mesclado com um paganismo que muito provavelmente seria confundido com algumas práticas dos mistérios germânicos em que eram iniciados: veneravam um ídolo de pedra já gasta, de origem desconhecida, e teriam tido uma estátua da deusa grega Atena no pátio do castelo, defronte da porta da capela [10]. Era inevitável que esta espiritualidade pouco ortodoxa acabasse por atrair a atenção dos escrupulosos fieis de Roma.
            De facto, desde a sangrenta cruzada contra os Albigenses [11] que a Igreja estava empenhada no extermínio de todos os hereges do Sacro Império Romano, para o que criou, em 1231, um eficiente instrumento, a inquisição, cuja acção persecutória se estendia aos países que aceitavam a autoridade espiritual e temporal do papa. É que o movimento de contestação protagonizado pelos cátaros não se esgotara no Languedoc; na segunda metade do século XIV, os partidários de John Wycliff (c. 1328-1384) rejeitavam a autoridade pontifícia concedida por “graça de Deus”, não reconheciam o direito tributário da Igreja, e negavam a doutrina da transubstanciação. A sua influência alastrou por toda a Europa, mas foi na Boémia que se fez sentir com maior intensidade, onde Jan Huss (1369-1415), sacerdote e reitor da Universidade de Praga, iniciou um amplo e reformador movimento religioso que ficou conhecido como Hussita; a Igreja declarou-o herege, excomungou-o e em 1415 o Concílio de Constance condenou-o à fogueira, o que desencadeou as Guerras Hussitas (1420-34).
            Foi neste cenário de agitação e revolta contra a Igreja de Roma que, possivelmente por volta de 1385, a inquisição e as tropas papais chegaram à Turíngia, então governada pelo landgraf [12] Balthasar Wettin (1349-1406). No século XIII, a família Germelshausen já tinha atraído o ódio de Conrad de Marburg (falec. 1233), um dominicano fanático, amigo do landgraf Ludwig IV (1200-1227) e director espiritual da sua esposa, Santa Isabel (1207-1231), que se notabilizara pela veemente pregação da cruzada Albigense e pelo extermínio de todos os hereges, fossem cátaros ou não, fossem confessos ou apenas suspeitos; assim, algumas vezes tentou conquistar o castelo dos Germelshausen mas nunca foi bem sucedido.
O mesmo, contudo, não sucedeu em 1385; as tropas papais cercaram o castelo e dois dias depois tomaram-no de assalto e massacraram, barbaramente, todos quantos lá se encontravam, incluindo os servos mais humildes, após o que arrasaram todas as construções, não deixando pedra sobre pedra.
 
 A JUVENTUDE
 
                 Quando as tropas papais iniciaram o cerco, P.a.l. conseguiu iludir a vigilância dos sitiantes e fugir para a floresta com o seu pequeno pupilo, então com sete anos de idade [13]. Ao verificar a falta da criança, a inquisição pôs-lhe a cabeça a prémio; porém, P.a.l. era um profundo conhecedor da região e conseguiu evitar as tropas e alcançar o seu mosteiro onde ambos ficaram em segurança.
            Foi, pois, num ambiente monástico, austero e duro, que Christian Rosenkreuz foi criado e pôde desenvolver as suas extraordinárias faculdades, alcançando uma cultura brilhante em todos os domínios, nomeadamente em filosofia, religião, línguas e literatura clássicas e ciências da natureza, o que fez com que à sua volta se formasse um pequeno grupo de quatro monges, um dos quais o seu preceptor.
            Porém, o ensino ali praticado não podia satisfazer plenamente o seu elevado espírito, ávido de sabedoria [14], e muito menos proporcionar-lhe as altas iniciações de que necessitava; como P.a.l. tinha prometido fazer uma peregrinação à Terra Santa, Christian Rosenkreuz aproveitou o ensejo para ir em busca dos centros iniciáticos que sabia situarem-se no Mundo Islâmico. Assim, terá sido por volta de 1393 que Christian Rosenkreuz, P.a.l. e os outros três monges iniciaram a viagem para Jerusalém, deslocando-se separadamente para não despertarem a curiosidade dos atentos e desconfiados agentes da Inquisição.
 
 AS VIAGENS
 
                   Em Chipre, P.a.l., que acompanhava Christian Rosenkreuz, faleceu, mas o jovem, então com apenas quinze anos, arrostando com todos os perigos que tal jornada implicava, prosseguiu a viagem sozinho para Damasco onde terá chegado no ano seguinte.
                  A Fama diz que Christian Rosenkreuz “... embarcou para Damcar com a intenção de visitar Jerusalém partindo daquela cidade”, e a seguir refere que “em Damcar (...) ouviu falar dos sábios de Damcar, na Arábia ...” e decidiu seguir para esta cidade em vez de Jerusalém [15]; curiosamente, na primeira edição aparece Damascum como destino da etapa iniciada em Chipre, mas na errata que a acompanha aquele topónimo é corrigido para Damcar [16]. Esta passagem não faz sentido, mesmo numa obra alegórica como a Fama, pelo que suponho que o autor haja querido transmitido algo que me escapa, como escapa a autores consagrados que ao referirem esta fase dizem que Christian Rosenkreuz foi de Chipre para Damasco, de onde tencionava seguir para Jerusalém [17].
 
Damasco
 
                 Segundo a Fama, a fadiga obrigou Christian Rosenkreuz a prolongar a sua estadia em Damasco [18]. Penso que a razão foi outra bem diferente: na Cidade das Trezentas Mesquitas encontrava-se o primeiro centro iniciático que procurava a fim de recapitular, na presente encarnação, as iniciações obtidas em vidas passadas.
            Durante os anos que ali passou, Christian Rosenkreuz pôde estudar com sábios e iniciados árabes e persas, estes fugidos dos Mongóis; conviveu e discutiu Astronomia com Nazir Eddin [19] e os seus discípulos, leu e estudou as principais obras de então, como a Guia para os Perplexos e os tratados de dietética, higiene e toxicologia de Maimonides [20], a Alquimia da Felicidade, de Al-Ghazali [21], O Livro dos Prados Dourados, de Masoudi [22], o famoso poema Rubáiyát de Omar Khayyam [23], bem como os seus tratados de álgebra, e entrou nos segredos da iniciação árabe da época.
            Entretanto, teve oportunidade de exercer medicina e fê-lo com tal mestria e competência que conquistou a admiração dos turcos
 
 Bassorá
 
                 Segundo Emile Dantinne [24] e Asghar Ali Engineer [25], Christian Rosenkreuz esteve em Bassorá com os Irmãos da Pureza.
                Os Irmãos da Pureza, ou Ikhwan al-Safa’ em árabe, formavam uma escola ecléctica de filosofia de inspiração pitagórica, que floresceu em Bassorá no século X e ficou famosa por um tratado enciclopédico intitulado Rasa’il-e-Ikhwan us Safa, ou seja Epístolas dos Irmãos da Pureza, constituído por cinquenta e duas cartas sobre matemática, astronomia, geografia, música, política, filosofia, religião, ética, moral, física, etc., abrangendo a totalidade do conhecimento que um homem poderia adquirir nesse tempo. Este tratado influenciou profundamente Al-Ghazali [26] e Rashid al-Din Sinan ibn-Sulayman, o famoso Velho da Montanha, líder dos Assassinos, que manteve estreitas relações com os Templários.
          “Adquiri conhecimento, qualquer espécie de conhecimento, filosófico, jurista, matemático, científico ou divino. Tudo isso é alimento para a alma e para a vida neste mundo e na outra vida”, diz-se numa das epístolas. Numa outra encontra-se uma interessante comparação das qualidades dos homens com a dos animais e os jinn (espíritos da natureza), descrevendo-se o homem ideal como “excelente, inteligente e perspicaz como se fosse de origem persa, árabe na fé, objectivo em religião, iraquiano na maneira de ser, hebreu na tradição, cristão na conduta, sírio em devoção, grego no conhecimento, hindu na visão, místico no seu modo de vida, anjo na sua moral, divino na opinião, devoto no gnosticismo e de qualidades eternas”.
            Os Irmãos da Pureza estavam ligados aos Sufis e aos Ismaelitas e, curiosamente, regiam-se por normas de conduta semelhantes às que viriam a ser adoptadas pelos Rosa Cruzes: vestiam-se como os habitantes dos países onde viviam, eram abstémios, ensinavam sem nada cobrarem e, acima de tudo, praticavam gratuitamente a medicina.
Mas os Irmãos da Pureza eram, também, revolucionários, e pregavam contra o regime dos Abássidas que consideravam opressivos e cuja queda, baseados em cálculos astronómicos, predisseram com 240 anos de antecedência.
            Como era natural, esta escola tinha dois níveis, o exotérico, aberto a todos os homens e mulheres e que os Irmãos exortavam a serem críticos em relação a todas as religiões, incluindo o Islamismo, e o esotérico, esse reservado escrupulosamente aos iniciados, no âmbito do qual praticavam diversas artes ocultas, principalmente evocação de espíritos, exorcismo e teurgia, chamando os anjos pelos seus nomes. Foi neste nível que Christian Rosenkreuz aumentou os seus conhecimentos materiais e espirituais.
            Dada a localização geográfica de Damasco, Bassorá e Damcar e as rotas do comércio, penso que terá sido durante a sua estadia em Damasco que Christian Rosenkreuz se deslocou a Bassorá, tendo depois regressado àquela cidade.

De volta a Damasco
 
              Adquirido o máximo possível de conhecimentos naquelas paragens, Christian Rosenkreuz ficou pronto para outra e mais elevada sabedoria; cientes deste facto, os seus amigos de Damasco orientaram-no para outro centro iniciático localizado em Damcar, na Arábia [27]. Assim, terá sido no final do século XIV ou princípio do XV que Christian Rosenkreuz, guiado pelos turcos, partiu para uma longa viagem de cerca de 2.500 quilómetros para o sul da Península Arábica [28].

Damcar
 
                A localização desta cidade tem levantado algumas dúvidas, havendo quem admita tratar-se de Sana’a, actual capital do Yemen e que alguns identificam como a antiga capital da Rainha de Sabá (I Reis, 10,1). Acontece, porém, que Damcar está localizada no mapa Africae Tabula Nova, do célebre atlas Theatrum Orbis Terrarum, elaborado em 1570 pelo académico e geógrafo flamengo Abraham Ortelius (1527-1598), ainda hoje elogiado pela sua qualidade e rigor. Damcar, palavra que provavelmente significará mosteiro na areia, é hoje a cidade de Dhamar, situada a 90 quilómetros a sul de Sana’a, na extensa cordilheira, cortada por inúmeros e profundos vales e ravinas, que separa a faixa litoral da Península Arábica do deserto de Rub al’Khali, ou Espaço Vazio, como os antigos chamavam ao imenso Deserto Árabe [29].
           O Yemen é um dos mais antigos centros de civilização do mundo e em Dhamar encontra-se uma das mais antigas universidade islâmicas, certamente sucessora do centro iniciático que Christian Rosenkreuz procurava e onde foi recebido, não como um estranho, mas como alguém que há muito os Sábios esperavam e que trataram pelo nome próprio.
            Durante os três anos que ali passou, estudou matemática, física e alquimia, tomou conhecimento de novas e mais desenvolvidas práticas médicas, familiarizou-se, com os astrólogos, com os mistérios das estrelas e as virtudes da luz astral, e pôde, ainda, aperfeiçoar o domínio da língua árabe, o que lhe permitiu traduzir para latim o livro M, possivelmente as Epístolas dos Irmãos da Pureza, a que deu o título de Liber Mundi, ou Livro do Mundo, onde se revelam os mistérios do universo, tradução essa que depois levou consigo para a Europa. Mas o mais importante da sua estadia neste centro iniciático foi conhecer os segredos dos adeptos árabes [30] e, certamente. muitos outros jamais revelados.
            Concluída esta etapa, foi orientado para outro centro iniciático situado em Fez, cujos mestres se reuniam uma vez por ano com os de Damcar, a fim de trocarem conhecimentos e experiências espiritualistas. Assim, terá sido nos princípios do século XV que Christian Rosenkreuz se despediu dos Sábios e partiu para Fez, via Egipto.

Egipto
 
                 A estada nestas paragens foi apenas a necessária para aprofundar conhecimentos sobre plantas e animais da região e, muito provavelmente, sobre o esoterismo de Hermes Trismegisto, o mítico sábio egípcio. Cumprido o propósito que o levara a este país, é possível que haja embarcado em Alexandria rumo a Melila, de onde terá seguido em caravana para Fez.

Fez
 
                 Fez era a capital de um vasto reino que abrangia o norte de África, governado desde meados do século XIII pelos Merinides, e sede de um afamado centro de estudos filosóficos e ocultistas onde se ensinava, entre outras disciplinas, a alquimia de Abu-Abdallah, Gabir ben Hayan e do imam Jafat al Sadiq, a astrologia e a magia de Ali-ash-Shabramallishi, e o esotericismo de Abdarrahman ben Abdallah al Iskari [31].
           Neste centro Christian Rosenkreuz melhorou o seu conhecimento das leis matemáticas, físicas e astrológicas que regem as forças ocultas da Natureza, entrou nos segredos da Cabala judaica, que considerou profanada pela religião, e dominou a Magia que lhe permitiu, apesar da sua falta de pureza, entrar em contacto com os elementais [32] que lhe confiaram muitos dos seus segredos, nomeadamente a forma de aceder aos mundos subtis e de controlar, pacificamente, os génios e espíritos da natureza que ali habitam, bem como a arte de preparar talismãs terapêuticos, transmutar metais, obter pedras preciosas iguais às naturais, preparar o Elixir da Vida e a Panaceia Universal, etc. [33]
           Dois anos depois, talvez em meados da primeira década do século XV, Christian Rosenkreuz partiu para Espanha levando consigo “muitas e valiosas coisas, com a esperança de que (...) os sábios da Europa se regozijariam consigo”, como diz a Fama.

 
Volume II - Christian Rosenkreuz
                 – Estudo biográfico 1
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Centro Rosacruz Max Heindel
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Reflexões dum Estudante Rosacrucista

António Monteiro Link

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